Soja: ASA lamenta exclusão de grão americano no alívio tarifário chinês
São Paulo, 28 - A Associação Americana de Soja (ASA) lamentou, em nota divulgada nesta segunda-feira, 28, que a soja dos Estados Unidos não tenha sido incluída entre os produtos agrícolas que receberão alívio tarifário adicional da China após a cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping na semana passada. A entidade destacou, porém, como ponto positivo, o compromisso chinês de comprar no mínimo 25 milhões de toneladas de soja norte-americana por ano em 2026, 2027 e 2028.
Segundo o presidente da ASA e produtor de soja em Ohio, Scott Metzger, na nota, esses compromissos anuais representam uma importante fonte de demanda e de segurança para os produtores dos Estados Unidos. "Esperamos que esses compromissos sejam totalmente cumpridos", afirmou, acrescentando que a China continua sendo um mercado importante para a soja norte-americana.
A entidade ressaltou que a tarifa retaliatória remanescente de 10% imposta pela China limita o acesso de importadores privados chineses, fazendo com que o comércio de soja continue sendo conduzido principalmente por empresas estatais. Para a ASA, a retirada da tarifa aumentaria a competitividade da soja dos EUA e ampliaria as oportunidades para compradores privados chineses.
A associação também considerou positivo o compromisso dos dois países de realizar mais duas reuniões antes do novo prazo da trégua comercial, em 10 de janeiro de 2027. A ASA defende que os negociadores busquem um acordo que ofereça apoio adicional à soja norte-americana. Paralelamente, a entidade destacou a importância do mercado doméstico de biocombustíveis para a rentabilidade dos produtores, citando a defesa, pelo presidente Trump, de um padrão robusto de combustíveis renováveis e de políticas favoráveis ao diesel de biomassa.
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