Durigan nega 'inércia' da União para salvar BRB e cobra apresentação de plano de negócios

06/08/2026 às 19:40 atualizado por Cícero Cotrim - Estadão
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira, 6, que a alegação de "inércia" da União no processo para salvar o Banco de Brasília (BRB), feita pelo governo do Distrito Federal, causou profunda insatisfação nas equipes que trabalham para viabilizar a realização do acordo.

O governo do DF pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que marcasse uma nova audiência de conciliação sobre o empréstimo de R$ 6,6 bilhões necessário para capitalizar o BRB, alegando inércia da União e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no cumprimento do acordo. O ministro Luiz Fux agendou a audiência para o dia 13.

"Estarei na audiência pública na próxima quinta-feira, designada pelo ministro Fux, para levar, inclusive, essa fala de indignação das equipes", disse Durigan a jornalistas na portaria da Fazenda. "As equipes têm trabalhado bastante em cima desse tema, e hoje me trouxeram essa insatisfação, que atrapalha esse processo que já está em curso."

O ministro relatou que, hoje, o que falta para concluir o acordo e liberar o empréstimo é a apresentação de mais informações sobre um plano de negócios por parte do governo do DF e do BRB. A etapa é importante para convencer o FGC e os bancos a liberarem os recursos.

"Se o BRB, como eu disse na reunião com o ministro Fux, tem um plano de recuperação crível, basta apresentar aos bancos, ao FGC, que certamente vai avaliar e tomar a decisão de fazer o empréstimo", disse Durigan.

Ele voltou a dizer que os problemas do banco do DF são de origem criminosa e partem do próprio BRB e do governo do DF. O BRB precisa ser capitalizado para lidar com as perdas decorrentes da compra de ativos falsos que eram do Banco Master, de Daniel Vorcaro, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.

Durigan também descartou a possibilidade de alterar os termos do acordo. "O acordo que foi estabelecido no Supremo, na mesa do ministro Fux, é o único acordo possível", disse, acrescentando que o próprio STF pode esclarecer aos bancos que as garantias ofertadas pelo governo do DF são suficientes.