Profert é marco para reduzir importação de fertilizantes, avalia Firjan

Com mudanças e retirada de subsídios tributários, a legislação concentra o incentivo agora por meio de financiamento de longo prazo via linhas do BNDES

12/08/2026 às 14:50 atualizado por Denise Luna - Estadão
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Rio, 12 - A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) disse em nota que o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), aprovado na véspera pelo Senado, representa um marco para reduzir a dependência do Brasil nas importações de fertilizantes. "O projeto de lei, que vai à sanção presidencial, traz novo estímulo ao desenvolvimento de novos projetos industriais e reativação de plantas existentes", disse a entidade em nota.

A Firjan avalia que a lei cria um ambiente favorável à atração de investimentos. Segundo a entidade, com mudanças e retirada de subsídios tributários, a legislação concentra o incentivo agora por meio de financiamento de longo prazo via linhas do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A federação avalia que tornar obrigatória a mistura de fertilizantes produzidos no País aos produtos finais comercializados, que chegam a ter um porcentual de importação de 90%, contribuirá para aumentar a fabricação nacional.

Ainda de acordo com a Firjan, o resultado do Profert é fruto de um trabalho conjunto, do qual a Firjan participou desde a primeira reunião do Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert), com trabalho técnico em suas câmaras temáticas. Além disso, o projeto também integra a agenda prioritária de 2026 da federação, que disse ter atuado "intensamente pela sua aprovação junto aos parlamentares".