Ouro fecha em alta pela 4ª sessão consecutiva seguindo CPI americano dentro do esperado

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,59%, a US$ 4.467,5 por onça-troy. A prata para setembro avançou 1,18%, a US$ 65,700 por onça-troy

12/08/2026 às 15:03 atualizado por Matheus Andrade, especial para a AE - Estadão
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O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta quarta-feira, 12, acumulando a quarta sessão de ganhos seguidos para o metal, em dia marcado pela divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) americano. Os dados de julho, que vieram dentro do esperado, reforçaram a visão de que o Federal Reserve (Fed) deverá manter taxas inalteradas na próxima reunião, contribuindo para uma queda nos rendimentos dos Treasuries, o que tende a impulsionar as cotações da commodity, que não rende juros.

 

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,59%, a US$ 4.467,5 por onça-troy. A prata para setembro avançou 1,18%, a US$ 65,700 por onça-troy.

 

O CPI nos EUA subiu 0,1% entre junho e julho, segundo dados com ajustes sazonais publicados nesta quarta pelo Departamento do Trabalho americano. Na comparação anual, o CPI avançou 3,4%. Já o núcleo do índice, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, subiu 0,2% na comparação mensal e 2,5% no confronto anual. Todos os resultados vieram em linha com a expectativa de analistas consultados pelo Projeções Broadcast.

 

"Prevemos que os preços subam acima do patamar de US$ 4.500 por onça-troy, reforçando as perspectivas de uma alta mais expressiva, com o ouro podendo atingir novos recordes até o final do ano", afirma Peter Cardillo, da Spartan Capital Securities. O Bank of America (BofA) espera cotações no nível de US$ 5 mil no meio de 2027.

 

Por sua vez, segundo o Financial Times, a presidente do Fed de Boston, Susan Collins, sinalizou que pode apoiar uma alta dos juros na próxima reunião, marcada para setembro, caso a inflação continue elevada. "Vejo a possibilidade de que as condições econômicas nos próximos meses exijam uma política mais restritiva, e eu estaria preparada para elevar as taxas nesse contexto", afirmou Collins.

 

*Com informações Dow Jones Newswires.