Foxconn: vendas de hardware de IA impulsionam lucro acima do esperado

12/08/2026 às 07:27 atualizado por Redação AE* - Estadão
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O Foxconn Technology Group registrou mais um trimestre forte ao acelerar a produção de servidores e outros equipamentos de tecnologia destinados à expansão global da infraestrutura de inteligência artificial.

O resultado acima do esperado evidencia como a Foxconn se consolidou como fornecedora-chave para o crescimento acelerado do setor, em um momento em que as grandes empresas de nuvem seguem investindo pesado em infraestrutura de IA.

Antes conhecida sobretudo como montadora de dispositivos da Apple, a maior fabricante de eletrônicos sob contrato do mundo hoje obtém uma parcela relevante de sua receita com a produção de servidores de IA para líderes do segmento, como a Nvidia.

A empresa taiwanesa - formalmente chamada Hon Hai Precision Industry - informou nesta quarta-feira (12) que o lucro líquido avançou 35% em relação a um ano antes, para 59,97 bilhões de dólares taiwaneses (o equivalente a US$ 1,86 bilhão), no trimestre encerrado em junho. Analistas projetavam 58,22 bilhões de dólares taiwaneses, segundo consenso da FactSet.

A receita saltou 41%, para 2,526 trilhões de dólares taiwaneses, superando o que havia sido indicado anteriormente. O avanço foi puxado por produtos de nuvem e redes - incluindo servidores de IA - que, pela primeira vez, responderam por mais de metade do faturamento total. O segmento de eletrônicos inteligentes de consumo, que abrange smartphones, contribuiu com cerca de um terço da receita.

O presidente do conselho, Young Liu, afirmou no mês passado que o ciclo de expansão da infraestrutura vem sendo impulsionado por uma ampla gama de clientes, de desenvolvedores de modelos de IA e provedores de serviços em nuvem a governos e empresas. A demanda das companhias de nuvem deve sustentar ainda mais as perspectivas da Foxconn, enquanto a adoção por governos e empresas ainda está em fase inicial. Segundo Liu, essa onda de investimentos deve durar pelo menos mais três a cinco anos, sem sinais de desaceleração. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.