Famato e Indea reforçam prevenção contra doença Newcastle na produção de aves em Mato Grosso

Após foco em Santa Catarina, México suspende importações de produtos avícolas brasileiros; em Mato Grosso, não há registros recentes da doença

21/10/2026 às 17:24 atualizado por Redação - SBA
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Após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em Santa Catarina e o anúncio de restrições comerciais por países importadores, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) reforça a orientação para que os avicultores mantenham as medidas de biosseguridade e comuniquem imediatamente qualquer suspeita ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT). O estado não registra casos da doença em 2026.

A doença de Newcastle é uma infecção viral altamente contagiosa que afeta aves, podendo causar sintomas respiratórios e neurológicos, queda na produção de ovos e mortalidade. A enfermidade não representa risco significativo à saúde humana.

Segundo o assessor técnico de Pecuária da Famato, Marcos Carvalho, a vigilância contínua é fundamental para preservar a sanidade dos plantéis e evitar prejuízos à atividade.

“Embora Mato Grosso não tenha registros recentes da doença, a vigilância precisa ser contínua. É fundamental que os produtores mantenham as medidas de biosseguridade, observem a saúde das aves e comuniquem imediatamente ao Indea qualquer sinal suspeito. A notificação rápida permite que o serviço veterinário oficial investigue a ocorrência e adote as medidas necessárias para proteger a produção avícola do estado”, explica.

A médica-veterinária do Indea-MT e responsável pelo Programa Estadual de Sanidade Avícola, Caroline Lemes Boursheid, destaca que o órgão mantém ações de vigilância para Newcastle e Influenza Aviária, conforme o Plano Nacional de Vigilância. Em 2026, foram coletadas amostras em 84 granjas comerciais, todas com resultados negativos.

“Em caso de mortalidade fora do padrão ou de sintomas respiratórios e neurológicos nas aves, o produtor deve notificar imediatamente o serviço veterinário oficial, para que a suspeita seja investigada e, quando necessário, sejam realizadas coletas para diagnóstico laboratorial e adotadas medidas de contenção”, afirma.

Além do monitoramento, o Indea realiza visitas às granjas para verificar as condições sanitárias e orientar os produtores. O órgão conta com 136 unidades veterinárias distribuídas pelos 142 municípios mato-grossenses e 240 médicos-veterinários para atender notificações e investigar suspeitas.

O instituto também solicita a atualização dos planos de contingência das granjas comerciais, com procedimentos adaptados a cada propriedade para garantir uma resposta rápida em caso de emergência sanitária.

 

Relação comercial México x Mato Grosso

Apesar da suspensão das importações de produtos avícolas brasileiros pelo México, o impacto direto sobre Mato Grosso tende a ser limitado, considerando a participação do país nas vendas externas do estado. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o México respondeu por 1,59% das exportações avícolas mato-grossenses entre janeiro e setembro de 2026, com 1.437 toneladas de carne de frango embarcadas.

No período, Mato Grosso exportou 90,12 mil toneladas de carne de frango, o maior volume para os nove primeiros meses do ano desde 2017. Os principais destinos foram Arábia Saudita, Hong Kong, China e Emirados Árabes Unidos. A China, por sua vez, anunciou restrições específicas aos produtos avícolas provenientes de Santa Catarina.

A Famato acompanha os desdobramentos das medidas comerciais e reforça que a prevenção e a notificação rápida de suspeitas são essenciais para proteger a produção, reduzir riscos sanitários e preservar o acesso aos mercados internacionais.

 

Informações: Sistema Famato