Petróleo fecha em queda com aumento da oferta global e negociações no Oriente Médio
O petróleo fechou em leve queda nesta segunda-feira, 6, se mantendo próximo aos níveis anteriores ao início da guerra no Oriente Médio, em meio à decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de elevar a produção em agosto.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para agosto fechou em queda de 0,2% (US$ 0,14), a US$ 68,55 o barril. Já o Brent para setembro caiu 0,18% (US$ 0,13), a US$ 71,99 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). Não houve fechamento oficial para o WTI na sexta-feira, já que os mercados norte-americanos permaneceram fechados devido ao feriado antecipado do Dia da Independência, comemorado no sábado.
A commodity se manteve volátil no pregão. Os preços foram pressionados pelo quinto aumento mensal consecutivo da oferta da Opep+, a partir de agosto, e pela normalização do fluxo de navios no Estreito de Ormuz.
Ainda assim, o diretor de investimentos da Siebert Financial, Mark Malek, afirma que os mercados demonstram mais ceticismo do que entusiasmo em relação à reabertura da passagem marítima. "Embora o tráfego de embarcações tenha aumentado, os prêmios dos seguros marítimos continuam bem acima dos níveis anteriores ao conflito, já que as seguradoras aguardam maior clareza sobre o cenário. Além disso, o Irã parece determinado a cobrar algum tipo de tarifa pelo uso do Estreito de Ormuz", afirma Malek.
No front diplomático, o presidente americano Donald Trump disse hoje que as negociações com o Irã estão indo "muito bem", mas frisou que caso um acordo não seja finalizado os Estados Unidos "terminarão o trabalho".
Na Rússia, as exportações de petróleo provenientes dos portos ocidentais atingiram um recorde em junho e devem permanecer nesse patamar em julho, segundo dados da CAS data. O movimento ocorre em meio aos ataques ucranianos a refinarias russas.
*Com informações da Dow Jones Newswires.



