Ouro fecha em leve alta com realização de lucros mas é limitado por Fed e juros

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou com valorização de 0,27%, a US$ 4.179,7 por onça-troy

29/09/2026 às 14:46 atualizado por Darlan de Azevedo - Estadão
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O contrato do ouro encerrou em alta nesta terça-feira, 29, sustentado pela demanda dos bancos centrais e realização de lucros, após a queda de quase 4% na segunda-feira, 28. Os ganhos foram limitados pela preocupação dos investidores com a perspectiva de juros mais elevados.

 

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou com valorização de 0,27%, a US$ 4.179,7 por onça-troy. A prata para dezembro recuou 0,92%, a US$ 61,15 por onça-troy.

 

O metal continuou pressionado pelo temor de novas altas de juros, após registrar na segunda-feira a maior queda porcentual desde junho. A movimentação refletiu a leitura de que o encarecimento dos combustíveis pode aumentar a pressão sobre o Federal Reserve (Fed) para elevar sua taxa de juros na próxima reunião, em outubro.

 

Para analistas do Erste Group, embora as compras de ouro por bancos centrais devam permanecer elevadas, dificilmente serão suficientes para provocar uma alta expressiva dos preços. "Neste ambiente de elevada incerteza, há mais potencial para aumentos de juros nos EUA", afirmam.

 

O dólar também adicionou pressão ao metal ao avançar na sessão e testar máximas de vários meses, sustentado pela volatilidade do petróleo e pela alta dos rendimentos dos Treasuries.

 

Em paralelo, o New York Times publicou reportagem segundo a qual o presidente dos EUA, Donald Trump, estaria voltando sua atenção ao ouro da Venezuela após impor controles sobre as exportações de petróleo do país, em um movimento que, segundo o jornal, aproxima Washington de uma indústria marcada pela criminalidade, a mesma que o governo diz combater ao prender Nicolás Maduro.