Ouro fecha em baixa e interrompe sequência de altas em dia de divulgação de PPI dos EUA

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de 1,05%, a US$ 4.420,4 por onça-troy. A prata para setembro cedeu 1,08%, a US$ 64,993 por onça-troy

13/08/2026 às 14:52 atualizado por Matheus Andrade, especial para a AE - Estadão
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O contrato mais líquido do ouro fechou em baixa nesta quinta-feira, 13, interrompendo a sequência de ganhos do metal. A devolução de parte dos ganhos ocorreu em dia com a publicação do índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) americano, que veio abaixo do esperado por analistas, e logo depois de a inflação ao consumidor (CPI) apresentar comportamento dentro do esperado. Neste cenário, a perspectiva é por uma política mais branda pelo Federal Reserve (Fed), com analistas observando que o ouro deve ganhar impulso com este contexto.

 

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de 1,05%, a US$ 4.420,4 por onça-troy. A prata para setembro cedeu 1,08%, a US$ 64,993 por onça-troy.

 

O PPI dos EUA ficou estável em julho ante junho. Na comparação anual, o PPI avançou 4,7%. Os resultados ficaram abaixo da previsão dos analistas. Já o núcleo, que exclui itens voláteis como energia, teve alta abaixo das expectativas na comparação mensal e avançou em linha com as expectativas no confronto anual.

 

"Há motivos para acreditar que o interesse pelo ouro se fortalecerá ainda mais. Oscilações no dólar e nos rendimentos dos Treasuries podem influenciar os movimentos intradiários - potencialmente pressionando os preços do ouro para baixo, caso essas taxas subam -, mas a perspectiva de longo prazo para o metal amarelo permanece bastante positiva, em meio aos esforços contínuos de desdolarização", avalia o Swissquote.

 

O Sucden Financial tem visão semelhante "A tendência mais ampla ainda aponta para cima, mas o mercado parece mais sensível ao posicionamento após a forte alta. Esperamos que as quedas encontrem suporte enquanto o dólar permanecer abaixo de 100,0 pontos no índice DXY, mas um movimento de alta mais expressivo provavelmente exigirá uma queda mais clara no rendimento dos títulos de 10 anos dos EUA", avalia.