Ouro fecha em alta impulsionado por PCE brando, mas recua no mês com dúvidas sobre Fed
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,16%, a US$ 4.186,70 por onça-troy
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O ouro fechou em alta nesta quarta-feira, 30, estendendo os ganhos da última sessão, após o índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos EUA vir abaixo do esperado, reduzindo as apostas de uma alta da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) em outubro. No entanto, o metal precioso recuou no mês diante das incertezas sobre a trajetória dos juros nos EUA, às vésperas da divulgação do relatório de emprego (payroll).
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,16%, a US$ 4.186,70 por onça-troy. A prata para dezembro recuou 0,95%, a US$ 60,566 por onça-troy. Em setembro, o ouro caiu 6,5%, enquanto a prata cedeu 9,5%.
Nesta quarta, o Departamento do Comércio americano publicou números de inflação abaixo das projeções de analistas, o que levou o mercado a aumentar as apostas por uma manutenção dos juros pelo Fed na próxima reunião, impulsionando o ouro subir a US$ 4.251,10 por onça-troy na máxima do dia. Bancos e consultorias, no entanto, divergem nas expectativas quanto ao próximo passo do BC americano, o que limita os ganhos do metal: a Capital Economics defende uma manutenção da política monetária em outubro, enquanto o CIBC projeta um aperto.
O Commerzbank pondera que uma queda do ouro para US$ 4.000 por onça-troy ou até menos é possível, a depender das sinalizações do Fed, mas projeta que o preço da commodity está "bem sustentado" e que deve voltar a subir após o período de fraqueza. Para o ING, as expectativas agora se concentram na publicação do payroll, na sexta-feira, dia 2.
Paralelamente, a incerteza sobre um possível diálogo entre os EUA e o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio mantém o petróleo em alta, o que impõe pressão e limita o avanço do ouro.
*Com informações da Dow Jones Newswires.



