Ouro fecha em alta, encerrando semana de ganhos com suporte de demanda de BCs

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 1,43%, a US$ 4.216,30 por onça-troy

09/10/2026 às 15:03 atualizado por Matheus Andrade, especial para a AE - Estadão
Siga-nos no Google News

O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta sexta-feira, 9, encerrando uma semana de ganhos para o metal, ainda que as perspectivas de juros mais elevados nos Estados Unidos diante de um avanço nos preços do petróleo tenham pesado nos preços. A demanda de bancos centrais persiste diante das incertezas globais e dá suporte à cotação.

 

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 1,43%, a US$ 4.216,30 por onça-troy. A prata para dezembro avançou 2,73%, a US$ 61,04 por onça-troy. Na semana, as altas foram de 1,54% e 1,04%, respectivamente.

 

"O ouro permanece dividido entre a incerteza geopolítica e fiscal, de um lado, e o custo de oportunidade decorrente dos elevados rendimentos reais, de outro. Observamos o ouro consolidando-se em torno da zona de suporte de US$ 4.100, e uma recuperação acima deste nível é necessária para melhorar as perspectivas de curto prazo", afirma a Sucden Financial.

 

O Banco Popular da China (PBoC) realizou compras significativas de ouro em setembro. Segundo o PBoC, as reservas de ouro aumentaram 740.000 onças em relação ao mês anterior, ou seja, 23 toneladas. Isso estendeu a sequência de compras mensais para 23 meses. Foi também o maior volume de compra mensal em três anos, aponta o Commerzbank.

 

As únicas outras instituições com reservas de ouro maiores são o Federal Reserve (Fed), o Deutsche Bundesbank e o Fundo Monetário Internacional (FMI). As compras de ouro do PBoC são um fator-chave para que o preço do ouro não tenha sofrido maior pressão decorrente das expectativas de alta nas taxas de juros.