Moretti: Estamos fazendo medidas de combustíveis dentro das metas, sem pedir espaço adicional

24/07/2026 às 16:34 atualizado por Flávia Said e Mateus Maia - Estadão
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O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, defendeu que as medidas que o governo vem adotando para mitigar o impacto da alta dos combustíveis no mercado doméstico são feitas dentro das metas, sem pedir espaço adicional.

Segundo ele, a renovação da subvenção da gasolina custa cerca de R$ 1,3 bilhão por mês, enquanto a subvenção de R$ 1,12 para o diesel custa cerca de R$ 5 bilhões/mês. "Os valores todos batem na nossa meta fiscal", garantiu. "O ponto central é que esses valores são, digamos assim, compatíveis com aquilo que a gente tem ali de espaço na meta."

Segundo o ministro, o governo não defende que uma política de subvenções ou desonerações se estenda até o fim do exercício. "A gente entende que a subvenção é uma política de amortecimento do choque, não é uma política de barateamento artificial de preço nem nada parecido", disse. Ele ainda afirmou que as decisões são tomadas no curto prazo, "de maneira que a gente possa reavaliar, e assim que elas não sejam mais necessárias, ou seja, o mercado não requeira mais essa suavização de preços, que opere de forma regular, nós retiraremos as subvenções".

Por sua vez, a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, sustentou que o aumento do preço do Brent deverá gerar impactos na arrecadação federal.

"A gente fechou essa grade no dia 6 de julho, bem naquele momento em que a gente estava sob a hipótese de um cessar-fogo, e o petróleo baixou bem", disse ela. E continuou: "Mas a gente sabe que depois o cenário mudou bastante de lá para cá. É esperado, sim, que com o preço do Brent maior, a gente tenha mais impactos diretos e indiretos na arrecadação desse preço maior do Brent, mas o cenário ainda é de muita incerteza".

Freire frisou que é necessário aguardar e avaliar o quanto a média de preço do Brent para o ano vai se manter ou se alterar. "Ainda é cedo para fazer qualquer tipo de avaliação em relação ao próximo bimestral em termos do preço do petróleo", disse a secretária.