Leilão de Pepro da Conab negocia quase 120 mil t de arroz em casca

O volume comercializado corresponde a parte das mais de 144 mil toneladas ofertadas na operação

26/05/2026 às 17:33 atualizado por Tânia Rabello - Estadão
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São Paulo, 26 - O leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural e/ou sua Cooperativa (Pepro), realizado nesta terça-feira, 26, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), negociou cerca de 119,7 mil toneladas de arroz em casca e movimentou pouco mais de R$ 21 milhões. O volume comercializado corresponde a parte das mais de 144 mil toneladas ofertadas na operação.

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) avaliou, em nota, o resultado como positivo para apoiar a comercialização do cereal no Estado, reduzir estoques e melhorar as condições de escoamento da produção. Segundo o presidente da entidade, Denis Dias Nunes, na nota, o índice de comercialização ficou entre os melhores já registrados em leilões desse tipo e contou com participação de diferentes regiões produtoras gaúchas. De acordo com Nunes, a zona sul do Rio Grande do Sul apresentou ágio nas negociações, refletindo a expectativa do setor em relação ao mecanismo como alternativa para garantir o escoamento da safra e o acesso ao prêmio.

A avaliação da Federarroz é a de que a ferramenta contribui para dar liquidez ao mercado em um momento de pressão sobre os preços internos do arroz. O dirigente também destacou a importância do Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), utilizado principalmente nas regiões da Campanha e da Depressão Central. Segundo ele, o mecanismo permite que a indústria pague o preço mínimo ao produtor e, posteriormente, seja ressarcida pelo governo por meio do prêmio, favorecendo a remuneração do setor em um cenário de preços abaixo do esperado no mercado doméstico.

Para a Federarroz, as operações de Pepro e PEP ajudam a reduzir os estoques elevados no Rio Grande do Sul, maior produtor nacional de arroz, e funcionam como instrumentos de apoio à comercialização em um período de baixa rentabilidade aos arrozeiros.