Faturamento de cooperativas agropecuárias de Minas Gerais cresceu 27% em 2025
São Paulo, 11 - As cooperativas agropecuárias de Minas Gerais registraram em 2025 faturamento de R$ 66,8 bilhões, 26,7% mais em relação ao ano anterior, de acordo com o Anuário do Cooperativismo Mineiro, elaborado pelo Sistema OCEMG e divulgado pela Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (OCEMG), após o fechamento dos balanços anuais das cooperativas do Estado.
O presidente do Sistema OCEMG, Ronaldo Scucato, disse que a meta para 2026 é manter o crescimento. "O movimento de alta deve ser sustentado principalmente pelo aumento do volume de produção agropecuária e também da significativa expansão das cooperativas de crédito", disse. Para ele, embora algumas commodities, como milho e soja, enfrentem um cenário de preços menos favoráveis, o cooperativismo tem demonstrado capacidade de adaptação e fortalecimento da eficiência produtiva.
A agropecuária responde por 26,5% do PIB do agronegócio de Minas Gerais. No total, somados aos demais ramos, o cooperativismo em Minas Gerais movimentou no ano passado R$ 184 bilhões, expansão de 16,6% ante o ano anterior, equivalente a 15,9% do PIB de Minas Gerais. O PIB do Estado evoluiu 1,4% em termos reais no período, enquanto a agropecuária cresceu 3,2%, a indústria avançou 0,3% e o comércio subiu 1,7%. Em crédito, as cooperativas repassaram R$ 14,4 bilhões a pequenos e médios produtores rurais em 2025, aumento de 5,8% na comparação anual.
No setor de café, as cooperativas concentram 63,6% da produção de Minas Gerais. Do total de café produzido no País, 29% passam por uma cooperativa do Estado. O faturamento desse segmento registrou avanço de 36%. Scucato disse que fatores operacionais, logísticos e geopolíticos tendem a reduzir o volume de café embarcado. "A demanda externa, contudo, segue forte, apesar dos gargalos logísticos", afirmou. Segundo ele, o setor tem trabalhado na diversificação de portos e rotas, no uso de instrumentos de hedge e travas de preço, além do reforço da infraestrutura própria, com armazéns e centros logísticos.
Na cadeia leiteira, as cooperativas responderam por 18,3% da produção de Minas Gerais e por 5,1% da produção nacional. O segmento enfrenta concorrência com produtos importados do Mercosul, e o número de cooperados no setor de leite em Minas Gerais registrou queda de 0,6%.
Sobre as projeções para o Plano Safra 2026/27, Scucato afirmou que a tendência é de aumento da demanda por crédito rural por parte das cooperativas. "O setor enfrenta um cenário de custos financeiros elevados, mas precisa continuar investindo para elevar a produtividade, a eficiência e a competitividade das atividades agropecuárias", disse o presidente da OCEMG.



