Faesp prevê aumento dos custos para o agronegócio com sanção da MP do Frete

06/08/2026 às 17:00 atualizado por Equipe AE - Estadão
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São Paulo, 6 - A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) disse, em nota, que a Medida Provisória do Frete (MP nº 1.343/26), sancionada na quarta-feira, 5, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, "impõe um modelo intervencionista e punitivo ao transporte rodoviário de cargas", que penaliza o produtor rural. "Ao endurecer desproporcionalmente as sanções, ampliar os entraves burocráticos e engessar a tabela de pisos mínimos, o governo transfere para o setor produtivo, principais embarcadores, os custos de uma política equivocada, ignorando as causas estruturais da logística nacional e impondo severos prejuízos ao País", afirmou. A Faesp disse que tentará reverter "os retrocessos contidos na MP". Segundo a entidade, pelo modal rodoviário são escoados 65% a 80% da produção agropecuária. "O engessamento das contratações elimina a liberdade de negociação essencial para acomodar a sazonalidade das safras, as particularidades regionais e o frete de retorno", disse. "A medida provocará uma escalada inevitável nos custos de frete e insumos, comprimindo ainda mais as margens já estreitas, tirando a competitividade das exportações brasileiras e repassando aumentos de preços à mesa do consumidor final."