Dólar tem alta com ajuste técnico e pesquisas no radar
Pesquisa PoderData/AYA mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos e Lula (PT), com 49% no segundo turno, empate técnico pela margem de erro de 1,8 ponto porcentual. A diferença caiu de 6 para 2 pontos desde a rodada anterior, de 8 de outubro

O dólar opera em alta no mercado à vista na volta do feriado e retoma os R$ 5,00 na manhã desta terça-feira, 13, refletindo ajuste técnico após cair 4,43% ante o real na semana passada com o otimismo com trade eleitoral pós 1º turno da eleição presidencial. Os juro futuros também avançam, com investidores analisando as pesquisas eleitorais, mas a queda petróleo, dos rendimentos dos Treasuries e do dólar ante pares fortes e algumas divisas emergentes ligadas a commodities limita os ajustes dos ativos brasileiros. Há pouco, o dólar à vista subia 0,52%, a R$ 5,0112.
Pesquisa PoderData/AYA mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos e Lula (PT), com 49% no segundo turno, empate técnico pela margem de erro de 1,8 ponto porcentual. A diferença caiu de 6 para 2 pontos desde a rodada anterior, de 8 de outubro. Foram ouvidos 3 mil eleitores por telefone, entre 10 e 12 de outubro. Já pesquisa BTG/Nexus mostra Flávio Bolsonaro (PL) à frente com 48% das intenções de voto e o presidente Lula (PT), com 45%, em empate técnico.
No boletim Focus, o mercado piorou a projeção do IPCA para 2026, de 5,01% para 5,22%, acima do teto da meta. Para 2027, a estimativa do IPCA ficou estável em 4,30%, segundo o boletim Focus divulgado hoje. A inflação suavizada para os próximos 12 meses caiu de 4,59% para 4,48% (recuo de 0,11 ponto). Para a Selic no fim de 2026, a mediana passou de 13,50% para 13,25% (queda de 0,25 ponto).
No exterior, a Opep reduziu em 200 mil barris por dia (bpd) a previsão de crescimento da demanda global por petróleo em 2026, para 200 mil bpd, com consumo total de 105,72 milhões de bpd. A organização também manteve a previsão de crescimento da oferta de petróleo fora da Opep+ em 600 mil barris por dia (bpd) em 2026 e 2027, com Brasil, Estados Unidos, Canadá e Argentina entre os principais contribuintes.
Nos EUA, o JPMorgan Chase registrou lucro líquido de US$ 15,3 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta anual de 6%. O lucro por ação, de US$ 5,57, e a receita, de US$ 50,17 bilhões, cresceram ante um ano antes, mas ficaram abaixo das projeções. O Goldman Sachs registrou lucro líquido de US$ 5,294 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta anual de 29%, e receita de US$ 18,679 bilhões, avanço de 23%. Ambos superaram as projeções do mercado, impulsionados principalmente pelas operações com ações e pelo banco de investimento. Já o Wells Fargo registrou lucro líquido de US$ 5,95 bilhões no terceiro trimestre, ante US$ 5,58 bilhões um ano antes. O lucro por ação de US$ 1,87 superou ligeiramente as projeções, mas a receita de US$ 21,87 bilhões ficou abaixo do esperado.



