Bolsas de NY fecham em baixa com temores por IA e Nasdaq recua mais de 2%
As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta sexta-feira, 16, com a cautela no setor de tecnologia se sobrepondo ao alívio oferecido por declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, que ajudaram o mercado a minimizar as chances de uma alta de juros na reunião de outubro. Os temores quanto aos riscos dos investimentos em inteligência artificial seguem dominando as atenções e levaram o Nasdaq a recuar mais de 2%, encerrando uma semana de queda acima de 4%.
O Dow Jones caiu 0,34%, em 52.002,41 pontos; o S&P 500 recuou 1,09%, nos 7.659,44 pontos; e o Nasdaq teve queda de 2,15%, encerrando em 26.140,03 pontos. Na semana, houve alta de 0,67%, e quedas de 1,95% e 4,48%, respectivamente.
A Coca-Cola atingiu uma nova máxima histórica esta semana. O mesmo ocorreu com a Visa e a Mastercard bem como com a MetLife, líder no segmento de seguros de vida. No setor de petróleo, Chevron, Shell e ConocoPhillips registraram novas máximas históricas. Ações do setor de saúde - Gilead Sciences, Thermo Fisher Scientific e McKesson - também alcançaram recordes recentemente, assim como papéis de empresas de consumo discricionário, a exemplo de Urban Outfitters, Williams-Sonoma e SharkNinja.
O movimento reflete o afastamento das ações de chips, que vinham em forte alta impulsionada pela expectativa de investimentos ainda maiores em IA por parte das grandes empresas de computação em nuvem. As ações de semicondutores estenderam sua sequência de perdas para nove sessões consecutivas.
A CoreWeave caiu 11,91%, apagando os ganhos de quinta-feira, 15, quando ganho força com um voto de confiança do CEO da Nvidia, Jensen Huang, em meio a dúvidas sobre a sua capacidade de pagar as dívidas. Já a Nebius perdeu 12,18%, à medida que uma combinação de ansiedade macroeconômica com as taxas de juros e pressão generalizada sobre o setor de neocloud prolonga uma acentuada queda de vários dias.
As ações da Strategy tombaram 9,56% afetando o setor de criptomoedas. A razão é a possibilidade de que a empresa possa ser excluída dos índices MSCI, o que geraria uma pressão sobre suas ações, já que todos os fundos que replicam esses índices teriam de desinvestir em poucos dias. A MSCI acaba de publicar as regras definitivas para a permanência ou não no mercado.
*Com informações Dow Jones Newswires.



