Bolsas da Europa fecham em queda, sob pressão de petróleo alto com novos ataques dos Houthis
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,16%, a 10.441,60 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,12%, a 24.823,05 pontos
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As principais bolsas europeias fecharam em queda nesta quinta-feira, 8, pressionadas pela disparada do petróleo após novos ataques dos Houthis contra a Arábia Saudita e pela alta dos rendimentos dos títulos soberanos. A ata do Banco Central Europeu (BCE), que reforçou os riscos inflacionários, também pesou sobre o sentimento. Bancos e empresas de tecnologia lideraram as baixas, enquanto a alta das petrolíferas minimizou as perdas. Na contramão, Lisboa subiu levemente.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,16%, a 10.441,60 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,12%, a 24.823,05 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,51%, a 7.729,69 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,35%, a 49.297,88 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,78%, a 18.969,20 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,15%, a 9.347,56 pontos. As cotações são preliminares.
Na ata de setembro, o BCE avaliou que os riscos para a inflação continuam inclinados para cima, diante da persistência do choque energético.
Já as exportações alemãs caíram 0,8% em agosto, no pior resultado desde novembro de 2025. Para o ING, os dados enfraquecem a percepção de resiliência da indústria alemã. Mark Haefele, do UBS Wealth Management, ponderou que a melhora dos lucros pode amortecer o impacto dos juros elevados sobre as ações.
Entre os bancos, UniCredit caiu 3,2% em Milão, Santander recuou 2,5% em Madri e Société Générale perdeu 2,6% em Paris, em meio à pressão sobre os títulos soberanos.
No setor de tecnologia, Infineon cedeu 3,4% e STMicroelectronics recuou 3,6%, acompanhando a liquidação de papéis ligados à inteligência artificial (IA). Siemens também perdeu 2,5% em Frankfurt.
Na contramão, a valorização do petróleo impulsionou as ações de energia. Shell e BP avançavam 3,6% e 3,8%, respectivamente, em Londres, enquanto Galp subia 3,8% em Lisboa, contribuindo para o desempenho positivo das duas praças.
*Com informações da Dow Jones Newswires



