Anea eleva estimativa de produção e projeta exportação recorde de algodão
São Paulo, 22 - A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) revisou para cima a estimativa da safra 2025/26, para 4,006 milhões de toneladas, ante 3,955 milhões de toneladas esperadas em abril. Se confirmada a projeção, será a segunda maior safra, atrás apenas do recorde de 4.260 milhões de toneladas obtido em 2024/2025.
Segundo a Anea, nos últimos meses, o clima favoreceu as lavouras, em especial em Mato Grosso e Bahia, o que explica o incremento de aproximadamente 51 mil toneladas nas projeções da produção.
Pelo balanço, as exportações do primeiro semestre, que eram estimadas em 1,600 milhão de toneladas em abril, devem chegar a 1,827 milhão de toneladas, recorde quando se considera o semestre. "Nunca tivemos um semestre tão forte na história, como este agora, e junho ainda não acabou", disse em nota o presidente da Anea, Dawid Wajs.
Para o segundo semestre, a projeção foi ajustada para aproximadamente 1,557 milhão de toneladas, ante 1,61 milhão estimados na atualização anterior. No total, a Anea projeta exportações de 3,359 milhões de toneladas em 2026, acima das 3,21 milhões previstas em abril, e um novo recorde para o setor.
O estoque de passagem deve ser menor. Pelo levantamento, a estimativa para o final de junho de 2026 recuou das 934 mil toneladas, projetadas em abril, para 708 mil toneladas. Para dezembro de 2026, o estoque final é estimado em 2,794 milhões de toneladas, abaixo dos 2,910 milhões previstos na atualização anterior.
"É uma redução considerável de quase 225 mil toneladas, que mostra a competitividade do algodão brasileiro no destino, com um apetite forte do mercado pelo nosso algodão, e, claro, a eficiência dos merchants, nossos associados, na comercialização do produto", afirma o presidente da Anea.
Nova safra
A entidade também atualizou as projeções para a safra 2026/27, que foi elevada de 3,870 milhões de toneladas, pela estimativa de abril, para 3,960 milhões de toneladas.
Segundo Wajs, os números são sustentados pelos preços "mais interessantes e por uma aparente estabilidade nos custos dos fertilizantes".
Pelo balanço da Anea, as exportações do primeiro semestre de 2027 devem ficar em 1,667 milhão de toneladas e as do segundo, em 1,563 milhão de toneladas.



