ABPA prevê alta de custos de produção de carnes e repasse com fim da 6x1

O texto aprovado pelo Senado, sem alterações em relação à versão aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, estabelece carga semanal máxima de 40 horas, em transição de 14 meses

15/10/2026 às 12:22 atualizado por Leandro Silveira - Estadão
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São Paulo, 15 - A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou, em nota, que as mudanças na jornada de trabalho decorrentes do fim da escala 6x1 devem afetar a capacidade produtiva do setor, elevar custos e levar ao repasse de preços ao consumidor final. A entidade ressaltou que as empresas já enfrentavam grandes dificuldades para preencher seus quadros de funcionários sob a legislação anterior, problema que chegou a exigir a contratação de mão de obra imigrante. "Com o novo quadro, a capacidade produtiva será impactada", afirmou a ABPA, em posicionamento divulgado nesta quinta-feira, 15, um dia após a conclusão da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Senado.

Segundo a associação, a adaptação ao novo sistema poderá reduzir a oferta de alguns produtos e elevar o custo médio de produção, com "inevitável repasse ao consumidor final". A ABPA também informou que o setor de proteína animal cumprirá a nova legislação. O texto aprovado pelo Senado, sem alterações em relação à versão aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, estabelece carga semanal máxima de 40 horas, em transição de 14 meses, e veda redução salarial. A proposta seguirá para promulgação, em data ainda a ser definida.