União Europeia nega embargo à carne brasileira e defende exigências sanitárias

Comissário europeu afirma que restrições estão ligadas ao cumprimento de regras sobre antimicrobianos e não representam bloqueio comercial ao Brasil

23/06/2026 às 15:00 atualizado por Redação - SBA
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A União Europeia negou que tenha imposto um embargo à carne brasileira e afirmou que as medidas adotadas recentemente estão relacionadas ao cumprimento de exigências sanitárias previstas na legislação do bloco.

A declaração foi feita nesta terça-feira (23) pelo comissário europeu para as Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, durante o II Fórum de Investimentos UE-Brasil: Acordo de Parceria UE-Mercosul, realizado na ApexBrasil, em Brasília.

Questionado sobre a decisão da Comissão Europeia de retirar o Brasil da lista de fornecedores de determinados produtos de origem animal a partir de setembro, Síkela afirmou que a medida não deve ser interpretada como um embargo comercial.

Segundo o representante europeu, as exigências fazem parte de normas sanitárias adotadas pelo bloco para garantir padrões de produção e segurança alimentar. Ele destacou que a União Europeia busca assegurar que os produtos importados atendam aos regulamentos relacionados ao uso de antimicrobianos na produção animal.

A decisão da Comissão Europeia foi oficializada após o entendimento de que o Brasil não apresentou garantias adicionais consideradas necessárias para comprovar o cumprimento integral das regras europeias sobre o uso dessas substâncias na pecuária.

O tema tem gerado preocupação entre autoridades brasileiras e representantes do setor produtivo, principalmente devido à relevância do mercado europeu para as exportações agropecuárias nacionais.

Diante da situação, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo federal está empenhado em buscar uma solução para o impasse. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha o tema e pretende atuar para que as exigências sejam equacionadas por meio do diálogo entre as partes.

A questão ocorre em um momento de intensificação das negociações comerciais entre Mercosul e União Europeia, que discutem o fortalecimento das relações econômicas e a ampliação do acesso a mercados.

Para o setor pecuário brasileiro, a expectativa é de que as conversas avancem nos próximos meses, permitindo a manutenção do fluxo comercial e o alinhamento das exigências sanitárias entre os dois parceiros.

Fonte: ApexBrasil, Comissão Europeia e Governo Federal.