Soja cai ao menor nível em 4 semanas na Bolsa de Chicago, apesar de compras da China
Previsão de chuvas no Meio-Oeste norte-americano alivia temores sobre as lavouras e pesa mais na cotação do que anúncio de venda de 624 mil toneladas pelo USDA
Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) abriram a semana registrando queda e atingindo os menores patamares do último mês. O mercado operou pressionado pela perspectiva de uma oferta global confortável e pela chegada de precipitações estratégicas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos.
As chuvas ocorrem em um momento fenológico decisivo para a safra norte-americana: o enchimento de vagens. A melhora nas condições hídricas reduziu o estresse sobre as lavouras e levou os fundos de investimento a acelerarem a realização de lucros.
O recuo nas cotações aconteceu a despeito dos fortes dados de exportação confirmados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A entidade reportou uma venda nova de 624,15 mil toneladas do grão — sendo 488 mil toneladas destinadas à China e o restante para destinos não revelados —, confirmando que a demanda internacional pela oleaginosa segue aquecida.
Para entender a força dessas forças opostas no mercado e como o produtor brasileiro deve se posicionar, o apresentador Fabiano Reis conversou com o analista de mercado Rafael Silveira. Assista à análise na íntegra no vídeo abaixo:



