Semana começa com frente fria se formando entre o Uruguai e o extremo Sul do Brasil
Sistema deve trazer novamente chuvas fortes com trovoadas e rajadas de vento entre o sul e a região da campanha do Rio Grande do Sul
Nesta segunda-feira (17/8) uma nova frente fria deve se formar entre o Uruguai e o extremo Sul do Brasil. Esse sistema mantém uma chuva de moderada a forte intensidade, trovoadas e alerta para temporais principalmente no sul e na campanha gaúcha. Nessas áreas produtoras podem ocorrer paralisações em campo, com dificuldade para tratos culturais e aplicações nas lavouras de trigo e demais culturas de inverno. Já nas demais áreas da região Sul, as instabilidades diminuem e o tempo segue mais seco, favorecendo as operações agrícolas, incluindo a colheita das áreas remanescentes do milho segunda safra e o manejo do trigo e do feijão.
No Sudeste, uma área de alta pressão sobre o atlântico sul mantém a circulação marítima e leva a umidade para o Espírito Santo e leste mineiro, com maior nebosidade e chuva irregular na zona da mata e vale do rio doce. Nessas áreas, a maior umidade pode provocar paralisações pontuais nas operações agrícolas e contribuir para a manutenção da mudança do solo. E na região central do país, uma massa de ar seco mantém o tempo firme, calor e baixa umidade em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal. O cenário favorece a maturação, colheita e transporte do milho segunda safra e do algodão, além das operações com cana-de-açúcar e áreas de feijão em fase de colheita. Mas, por outro lado, o calor intenso acelera a perda de umidade do solo e aumenta o risco de incêndios, poeira e estresse térmico, o que exige atenção especialmente nas lavouras implantadas mais tarde ou fora da janela ideal de cultivo.
Na região Nordeste, o avanço da circulação associada ao sistema frontal no oceano, associado ao maior transporte de umidade, aumenta as chuvas na faixa litorânea e nordeste da Bahia, com pancadas fracas e pontualmente mais fortes. Enquanto isso no interior e no matopiba, o tempo quente e seco continua predominando, favorecendo as operações de colheita e transporte do milho e do algodão, mas mantém atenção para a baixa umidade do ar e elevado risco de incêndios.



