Safra de Trigo do Brasil Deve Ser a Menor Desde 2020, Aponta Conab
Corte de 23,5% na produção nacional e queda de área cultivada no Sul sustentam preços do cereal no mercado interno

As cotações do trigo fecharam a semana com leves reajustes positivos no mercado brasileiro, sustentadas pela retração dos produtores e por novas estimativas oficiais que confirmam um cenário de quebra de safra. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a produção brasileira do cereal em 2026 deve ser a menor registrada desde 2020.
A Conab reduziu em 4,5% a estimativa para a safra atual em relação ao levantamento anterior, projetando uma colheita total de apenas 6,03 milhões de toneladas (ante 6,30 milhões previstas anteriormente). Se o número se confirmar ao fim dos trabalhos de campo, a safra nacional encolherá 23,5% na comparação com o ciclo passado.
O que explica a queda na produção?
Duas causas principais explicam o recuo da produção do cereal no país:
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Redução de área plantada: Produtores do Sul do Brasil — principalmente no Paraná e no Rio Grande do Sul — desestimulados pelos custos e margens anteriores, reduziram o espaço destinado ao trigo.
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Menor produtividade: Lavouras no Centro-Oeste enfrentaram intempéries climáticas durante o desenvolvimento do grão.
Ritmo de negócios nos estados
Segundo o Cepea, a dinâmica de comercialização varia de acordo com a região:
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Rio Grande do Sul: A baixa liquidez e o abastecimento confortável dos moinhos locais mantêm os preços sob pressão, mesmo diante da safra menor.
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Paraná: A escassez de lotes disponíveis para entrega rápida garantiu sustentação às cotações negociadas entre produtores e indústrias.
Fonte: Cepea



