Retenção de fêmeas encarece a reposição e fortalece arroba para o fim do ano

Com a oferta mais enxuta de bezerros e gado magro, pecuarista precisa ficar atento à relação de troca para fechar as contas

14/08/2026 às 16:10 atualizado por Junior Souza - SBA
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A pecuária de corte brasileira segue operando com preços bastante firmes em todas as categorias. Um dos principais motores desse movimento é o avanço na retenção de fêmeas nas propriedades, decisão que reduziu a disponibilidade imediata de animais de reposição e provocou a valorização contínua de bezerros e garrotes.

Esse encarecimento da reposição acende um alerta importante dentro da porteira: a relação de troca entre o boi gordo e o boi magro exige cálculo rigoroso por parte do pecuarista, uma vez que impacta diretamente o poder de compra e o planejamento dos próximos ciclos de engorda.

Ao mesmo tempo, com a arroba sustentada em patamares elevados no mercado físico e a oferta total de bovinos ajustada, as expectativas para o último trimestre de 2026 continuam amplamente positivas, impulsionadas também pela projeção de maior consumo interno de carne bovina na reta final do ano.

Para entender a dinâmica de preços e projetar suas compras e vendas, Fabiano Reis entrevistou a analista de mercado Isabella Camargo. Confira a entrevista na íntegra no vídeo: