Novas regras para antimicrobianos impulsionam busca por alternativas na produção animal

Portaria do Ministério da Agricultura restringe o uso de importantes antimicrobianos como promotores de crescimento e reforça a adoção de tecnologias voltadas à sanidade e à sustentabilidade na pecuária

29/06/2026 às 17:00 atualizado por Junior Souza - SBA
Siga-nos no Google News

A produção animal brasileira passa por uma nova etapa de adaptação após a publicação de uma portaria do Ministério da Agricultura que estabelece regras mais rígidas para o uso de antimicrobianos como aditivos promotores de crescimento. A medida busca fortalecer a proteção da saúde pública e incentivar o uso responsável dessas tecnologias na pecuária.

A norma proíbe, em todo o território nacional, a importação, fabricação, comercialização e utilização de produtos que contenham antimicrobianos considerados de importância para a medicina humana ou veterinária. Além disso, determina o cancelamento dos registros dos produtos enquadrados na nova regulamentação.

Entre as substâncias proibidas estão a avoparcina, as bacitracinas e a virginiamicina, utilizadas como melhoradores de desempenho em sistemas de produção animal. Com as mudanças, cresce a importância de alternativas capazes de manter a produtividade dos rebanhos, garantindo ao mesmo tempo a saúde animal, a segurança dos alimentos e o atendimento às exigências dos mercados consumidores.

Para explicar os impactos da nova regulamentação e apresentar as alternativas disponíveis aos produtores, Jorge Zaidan e João Pedro Cuthi Dias conversaram com o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Flábio Ribeiro de Araújo.

Assista à entrevista completa e entenda como a pesquisa tem contribuído para uma produção animal mais eficiente, sustentável e alinhada às novas exigências sanitárias.