Importação de fertilizantes cai em volume, mas gasto do Brasil aumenta com alta dos preços

Valorização dos adubos no mercado internacional eleva custos para os produtores, mesmo com redução das compras em junho e no acumulado do ano

06/07/2026 às 10:25 atualizado por Redação - SBA
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O Brasil reduziu o volume de fertilizantes importados em junho, mas gastou mais com a aquisição dos insumos devido à valorização dos preços no mercado internacional. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e mostram que o custo dos adubos segue pressionando as despesas do setor agropecuário.

Em junho, o país importou 3,312 milhões de toneladas de adubos e fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos. O volume representa uma queda de 20,1% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram adquiridas 4,147 milhões de toneladas.

Apesar da redução nas compras, o desembolso praticamente se manteve estável e registrou leve alta. O Brasil gastou US$ 1,461 bilhão com as importações em junho, avanço de 0,7% na comparação com os US$ 1,450 bilhão desembolsados no mesmo período do ano passado.

O principal motivo para esse comportamento foi o aumento expressivo do preço médio dos fertilizantes. Em junho, o custo por tonelada chegou a US$ 441,10, valor 26,1% superior aos US$ 349,70 registrados em igual mês de 2025.

 

Primeiro semestre

No acumulado dos seis primeiros meses de 2026, o Brasil importou 18,306 milhões de toneladas de fertilizantes, volume 5,7% menor que o registrado no mesmo período do ano anterior.

Mesmo com a redução das compras, o valor desembolsado aumentou significativamente. Entre janeiro e junho, as importações somaram US$ 7,042 bilhões, crescimento de 9,7% em relação aos US$ 6,418 bilhões gastos no primeiro semestre de 2025.

Segundo os dados da Secex, o cenário reflete a valorização dos fertilizantes no mercado internacional, movimento que eleva os custos de produção no campo e aumenta a preocupação dos produtores rurais com a próxima safra.

Os fertilizantes são um dos principais componentes do custo de produção agrícola no Brasil, especialmente em culturas como soja, milho, café, algodão e cana-de-açúcar. Por isso, a evolução dos preços desses insumos é acompanhada de perto pelo setor, uma vez que impacta diretamente a rentabilidade das atividades agrícolas e o planejamento das próximas safras.

Fonte: Estadão