Governo vê potencial de crescimento com reforma tributária, mas evita previsão para 2027
Ministro da Fazenda afirma que mudanças podem impulsionar a economia, mas diz que impacto ainda não será considerado na elaboração do próximo Orçamento

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (2) que a reforma tributária poderá gerar um impulso adicional ao crescimento da economia brasileira a partir de 2027. Apesar da expectativa positiva, o governo não pretende incluir esse possível efeito nas estimativas de receitas da Lei Orçamentária Anual (LOA) do próximo ano.
Durante participação no evento Caminhos do Brasil, promovido pelo jornal Valor Econômico, o ministro explicou que ainda não há informações suficientes para mensurar com precisão os impactos da reforma sobre o Produto Interno Bruto (PIB).
Segundo Durigan, a expectativa é que os efeitos positivos sejam percebidos à medida que a implementação do novo sistema tributário avance, permitindo projeções mais consistentes para os próximos anos.
O ministro também comentou a fase de adaptação das empresas ao novo modelo de tributação. De acordo com ele, o governo avalia flexibilizar prazos relacionados ao recolhimento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) nas notas fiscais, evitando penalidades durante o período de transição.
Durigan ressaltou que 2026 será um ano de aprendizado para empresas e contribuintes, defendendo uma implementação gradual das novas regras.
Outro ponto abordado foi a chamada guerra fiscal entre os estados. Na avaliação do ministro, a disputa por incentivos tributários compromete a responsabilidade fiscal dos entes federativos e acaba gerando impactos para as contas da União.
Fonte: Estadão



