Exportações de carnes do Brasil disparam em junho com recorde em aves e avanço da bovina
Carne de frango ultrapassa volume total de 2025 ainda na metade do mês, enquanto bovina cresce e suína recua nas vendas externas

As exportações brasileiras de carnes seguem em forte ritmo de crescimento em junho, com destaque para o desempenho do setor de aves, que já superou o volume total embarcado no mesmo mês do ano passado ainda na terceira semana do mês.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 330.024 toneladas de carne de aves e miudezas comestíveis nos 14 primeiros dias úteis de junho. O volume já ultrapassa as 312.889 toneladas registradas ao longo de todo o mês de junho de 2025.
Na comparação diária, o avanço é expressivo: os embarques cresceram 50,68%, passando de 15.644 toneladas por dia no ano passado para 23.573 toneladas por dia neste mês. A receita também acompanhou o movimento, impulsionada pela alta de 12,18% no preço médio, que chegou a US$ 2.015,11 por tonelada. Com isso, o faturamento total alcançou US$ 665,03 milhões na parcial de junho.
O desempenho, no entanto, ocorre sobre uma base fraca de comparação. Em junho de 2025, o setor foi impactado por embargos de importantes mercados após a confirmação de um foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no Rio Grande do Sul, o que reduziu significativamente os embarques naquele período.
A carne bovina também manteve trajetória positiva. Nos primeiros 14 dias úteis de junho, as exportações somaram 187.080 toneladas, com média diária de 13.363 toneladas — alta de 10,87% em relação ao mesmo período do ano passado. O preço médio da proteína subiu 19,78%, chegando a US$ 6.526,15 por tonelada, e a receita acumulada atingiu US$ 1,22 bilhão, com crescimento de 32,81% na média diária de faturamento.
Já o segmento de carne suína apresentou desempenho mais fraco na comparação anual. O volume exportado chegou a 84.663 toneladas no período, com leve queda de 0,97% na média diária. O preço médio também recuou 4,29%, para US$ 2.513,81 por tonelada, o que resultou em faturamento de US$ 212,83 milhões e retração de 5,22% na média diária de receita.
O cenário geral mostra um avanço consistente das exportações brasileiras de proteínas animais, com destaque para aves e bovinos, enquanto o mercado de carne suína segue sob maior pressão no comércio internacional.
Fonte: Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).



