Dólar sobe e volta ao patamar de R$ 5,14 com foco no Fed e no cenário internacional
Moeda norte-americana avança após sequência de perdas, enquanto investidores acompanham expectativas para os juros nos Estados Unidos e indicadores econômicos no Brasil e na China

O dólar opera em alta no mercado à vista na manhã desta terça-feira (7), sendo negociado próximo de R$ 5,14, em um movimento de recuperação após acumular perdas nas últimas sessões. A valorização da moeda norte-americana também contribui para a elevação da curva de juros no Brasil, em um ambiente marcado pelo fortalecimento do dólar no exterior, pela alta dos preços do petróleo e pelo avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries).
O mercado também segue atento às expectativas de que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, possa promover uma nova elevação dos juros até o fim do ano. Esse cenário reforça a busca por ativos denominados em dólar e influencia o comportamento das moedas de países emergentes.
Segundo analistas, parte do movimento observado nesta terça-feira reflete ajustes técnicos e realização de lucros, depois que a moeda americana acumulou desvalorização de 1,50% frente ao real nas três sessões anteriores.
Na agenda econômica brasileira, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou deflação de 0,79% em junho, resultado mais intenso do que o esperado pelo mercado. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 3,59%.
Outro dado divulgado foi o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), da Fundação Getulio Vargas (FGV), que apontou alta de 0,10% nos aluguéis em junho. No acumulado de 12 meses, o avanço desacelerou para 4,46%, indicando uma perda de ritmo na inflação dos contratos de locação.
No cenário internacional, especialistas brasileiros defenderam, durante debates nos Estados Unidos, o Pix como um sistema de pagamentos eficiente, inclusivo e capaz de se integrar a soluções como o FedNow, reforçando o reconhecimento internacional da plataforma brasileira.
Já na China, as reservas internacionais recuaram US$ 26 bilhões em junho, encerrando o mês em US$ 3,416 trilhões. O resultado interrompe dois meses consecutivos de crescimento e foi atribuído, principalmente, ao fortalecimento global do dólar.
Fonte: Estadão



